Controle de temperatura no transporte: um ato de responsabilidade com a vida

Atualmente o Brasil registra altos índices de desperdício em diversos setores da economia. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), os alimentos perdidos no país durante um ano são suficientes para alimentar 16,3 milhões de pessoas; A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que 50% das vacinas chegam ao destino deterioradas ou com sua eficácia comprometida; No Mercado de flores, esse número chega a 40% segundo o levantamento do Centro de Ciências Rurais, da Universidade Federal de Santa Maria.

Uma causa comum nesses casos, é a falha no controle de temperatura durante o transporte. Existem diretrizes que determinam as melhores práticas para transporte de produtos que necessitam de controle térmico, denominada “cadeia do frio”. Ela estabelecem as condições ideiais durante a logística no que tange à climatização, manuseio, armazenagem, embalagem, movimentação e manutenção da integridade de produtos sensíveis à temperatura. Além disso, é necessário que o transporte desses itens seja feito por equipamentos capazes de manter a refrigeração adequada de cada produto e todas as etapas devem ser realizadas por pessoas capacitadas.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Armazenamento (ABIAF), o número de câmaras refrigeradas no Brasil ainda é insuficiente para atender a demanda nacional. Para oferecer segurança alimentar, eficácia de imunizações e a integridade dos produtos, é necessário que o número de equipamentos para climatização no tranporte atenda toda a demanda do país.

Com o crescimento da agricultura familiar e da busca por alimentos orgânicos, é necessário que pequenos produtores também se adequem às necessidades específicas no manuseio. Atualmente existem no mercado equipamentos específicos para caminhões de pequeno porte e para carros utilitários.

Diante do cenário atual, no qual o Brasil volta para o mapa mundial da fome e que doenças erradicadas reaparecem, pensar na refrigeração do transporte, além de necessário, é uma responsabilidade com a vida.